A CDU realizou hoje, 30 de março de 2026, uma ação de contacto com a população junto a um posto de combustível, denunciando a tentativa do Governo Regional PSD/CDS de mascarar a realidade: os madeirenses e porto-santenses estão entre os portugueses que mais sentem o aumento do preço dos combustíveis.
Durante a iniciativa, o deputado e dirigente da CDU, Ricardo Lume, afirmou que «o Governo Regional tenta esconder, através da sua propaganda, que hoje os madeirenses e porto-santenses pagam mais caro pelos combustíveis do que os açorianos. O contexto internacional é o mesmo, mas as opções políticas são diferentes».
Segundo os dados apresentados pela CDU, atualmente, nos Açores o gasóleo rodoviário custa 1,52€/litro e a gasolina sem chumbo 95 custa 1,63€/litro, enquanto na Madeira os preços atingem 1,92€/litro no gasóleo e 1,82€/litro na gasolina.
Trata-se de duas Regiões Autónomas com os mesmos poderes, sujeitas às mesmas flutuações internacionais, mas com resultados bem distintos. Nos Açores, os preços dos combustíveis são fixados mensalmente, garantindo estabilidade e previsibilidade às famílias e às empresas. Na Madeira, os preços são revistos semanalmente e seguem de perto o mercado liberalizado do continente, deixando os consumidores à mercê da especulação dos preços.
Para Ricardo Lume, esta situação demonstra que o Governo Regional da Madeira utiliza a autonomia para proteger os lucros das petrolíferas, e não o bolso dos madeirenses e porto-santenses.
«Na Madeira há redes de supermercados que oferecem descontos mais significativos no combustível do que as políticas de regulação do próprio Governo Regional», sublinhou.
O Governo Regional anunciou recentemente que os combustíveis na Madeira seriam 10 cêntimos mais baratos do que a média do continente — uma promessa que, segundo a CDU, é uma ilusão. No continente, existem inúmeras bombas low-cost que praticam preços bem inferiores aos da Região: por exemplo, em Luso, o gasóleo custa 1,74€, e no Intermarché de Vilar Formoso, a gasolina sem chumbo 95 custa 1,69€.
A CDU considera que esta realidade é o resultado de uma opção política que penaliza fortemente as famílias, as empresas e a economia regional.
«O Governo Regional está mais preocupado em defender quem lucra com a especulação do preço do petróleo do que em defender os madeirenses e porto-santenses», concluiu Ricardo Lume.
A CDU defende uma regulação justa e transparente dos preços dos combustíveis, que sirva o interesse público, alivie os encargos das famílias e promova o desenvolvimento económico da Região, em vez de perpetuar um modelo que apenas favorece meia dúzia à custa do empobrecimento coletivo.
