Intervenção de Ricardo Lume

Boa tarde, camaradas e amigos!

Gostaria de saudar todos os presentes, aos membros do PCP, do PEV e também aos cidadãos sem filiação partidária que apoiam a CDU, a Coligação Democrática Unitária, PCP/PEV.

Apresentamos hoje a lista dos candidatos da CDU pelo círculo eleitoral da Região Autónoma da Madeira para as próximas eleições legislativas. Uma lista composta por gente capaz, que conhece a realidade porque emana da realidade da Região. Uma lista composta por candidatos comprometidos com o projecto político da CDU, de transformação da sociedade e não comprometidos com interesses pessoais ou dos grandes grupos económicos. Uma lista de pessoas homens e mulheres com origens e características diferentes que estão nesta tarefa para servir o povo e os trabalhadores com a profunda convicção de que é possível construir uma sociedade mais justa e solidária.

Nestes últimos quatro anos a Madeira foi a Região do País mais penalizada pelo pacto de agressão, devido ao plano de ajustamento económico e financeiro discutido e celebrado, quase de forma secreta, em Janeiro de 2012, entre o Governo da República (PSD/CDS) e o Governo Regional (PSD), à revelia da Região e das suas populações, As consequências deste pacto de agressão ao povo e à Autonomia da Região Autónoma da Madeira foram as seguintes;

-Aumento na tarifa da electricidade, nos transportes, nas rendas das casas, nas telecomunicações e audiovisuais;

-Neste período as remunerações dos trabalhadores, reformados e pensionistas tiveram uma quebra real das remunerações de 16%;

-Eliminação do diferencial regional, face ao Continente, das taxas nos impostos (em particular, do IVA, IRS e IRC, ISP, IMI);

-Encerramento de serviços na Região, encerramento de postos da PSP, serviços de urgência nos centros de saúde, postos e estações dos CTT, tribunais e escolas;

- Implementação das taxas moderadoras no Serviço Regional de Saúde;

 

- A redução em2% de trabalhadores na Administração Públicas por ano, até o final do PAEF, destruindo assim 10% dos postos de trabalho face ao que se registava em 2011;

- A implementação de um programa de privatizações de sectores , serviços e funções do Estado e de carácter estratégico para a Região;

-Desvalorização e desinvestimento na Escola e no Ensino Públicos.

- Destruição de milhares de postos de trabalho e da capacidade produtiva da Região;

-O crescimento do desemprego na Região, apesar de manipulação estatística, segundo dados oficiais atinge cerca de 22 mil trabalhadores, mais de metade sem qualquer subsídio.

A Região Autónoma da Madeira não está condenada à regressão e ao quadro de crise. Há um outro rumo e uma nova política capazes de gerar um desenvolvimento económico e uma política social que garantam a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das populações. O crescimento eleitoral da CDU nestas eleições é condição essencial para garantir uma política alternativa patriótica e de esquerda que defende as autonomias regionais. Como ficou provado nas últimas eleições Regionais realizadas a 29 de Março deste ano, só o crescimento da CDU é que representava condição primordial para o derrube da maioria absoluta do PSD. Estivemos a poucos votos de alcançar esse objectivo, mas hoje fica mais claro que cada voto na CDU é condição fundamentar para derrubar a política de direita.

Temos soluções para dar resposta aos problemas impostos pela política de direita aos trabalhadores e ao povo da Região e lutamos pela concretização de uma política alternativa:

- Lutamos e lutaremos para que em alternativa ao PAEF, seja elaborado e implementado o Pacto de Progresso Social e pelo Emprego, que vise o pleno emprego na Região;

 

- Lutamos e lutaremos pelo Aumento do Salário Mínimo Nacional para 600€ e pelo e acréscimo de 7,5% ao Salário Mínimo Nacional a praticar na Região;

- Lutamos e Lutaremos pela reposição dos direitos e salários roubados aos trabalhadores e pela implementação do horário de 35 horas de trabalho semanal para todos os trabalhadores do sector público e privado;

- Lutaremos e Lutaremos contra a intenção do patronato em fazer caducar qualquer contracto colectivo de trabalho por via administrativa.

- Lutamos e Lutaremos pela reposição do diferencial de 30% nos impostos na Região nomeadamente no IVA, IRS e no IRC das micro pequenas e médias empresas;

- Lutamos e Lutaremos pela construção do Novo Hospital;

- Lutamos e Lutaremos pela defesa de novos preços sociais nas ligações aéreas entre a Região e o Continente no valor de 40€;

- Lutamos e Lutaremos pela reposição das ligações marítimas de passageiros entre a Madeira e o Continente e pela garantia de transportes marítimos de mercadorias a preços competitivos para a região;

- Lutamos e Lutaremos pela definição de um cabaz de bens essenciais que não podem ter preço superior aos de Portugal Continental.

Estamos a pouco mais de dois meses das Eleições para a Assembleia da República. Alguém poderá dizer é mais uma campanha, são mais umas eleições mas, na verdade, esta é uma oportunidade para derrubar a política de direita emposta ao Povo e aos País a mais de 39 anos e recuperar o rumo de progresso que foi encetado no nosso País com a revolução de Abril.

Marcamos a diferença, avançamos com confiança, uma confiança que cresce, como ficou demonstrado nas últimas eleições regionais com o crescimento eleitoral da CDU.

Mas, camaradas e amigos,

A partir deste momento todos nós, activistas, militantes e apoiantes da CDU nos transformamos em candidatos, pois a força da CDU está na ampla convergência de comunistas, ecologistas e todos aqueles democratas e patriotas que acreditam que o País e a Região não estão condenados ao declínio, e que é possível uma política alternativa baseada na vontade e determinação dos trabalhadores e do povo.

E é com a intervenção de cada um de nós, nas empresas, nos locais de trabalho, no bairro, no sítio e junto dos amigos que temos de transformar o descontentamento com política de direita em votos na CDU. Temos que afirmar que o voto na CDU faz a diferença e que é a única forma nestas eleições de derrubar os executores da política de direita PSD,CDS e PS. Assim podemos encarar as eleições com optimismo e podemos olhar para o futuro com a certeza que outro modelo da sociedade, não só é possível, como urgente.