«Basta de injustiças - Mudar de política para uma vida melhor» é o lema de uma «campanha nacional contra a precariedade, pela defesa dos direitos e condições de vida dos trabalhadores e da população» que o PCP vai lançar na próxima terça-feira, dia 10, às 18h00, no Centro de Trabalho Vitória,  em Lisboa,  numa sessão pública que terá a participação do seu Secretário-Geral, Jerónimo de Sousa.

Esta iniciativa, que se realiza  num quadro em que o Governo PS em cooperação estratégica com o Presidente da República desenvolve uma política ao serviço dos grupos económicos e financeiros que degrada as condições de vida e de trabalho e é responsável pelo comprometimento do futuro do país, decorrerá até ao início do mês de Junho, em todo o país, com base no contacto com os trabalhadores e as populações e integrando encontros, sessões, debates e comícios.

Para esta campanha, que terá uma forte expressão no Sítio do PCP na Internet (www.pcp.pt), serão editados um conjunto de materiais, um folheto com larga tiragem, materiais de propaganda fixa que garantam uma larga presença de rua do PCP e alertem para uma situação em que o desemprego atingiu o nível mais elevado das últimas décadas, os preços de bens e serviços aumentam, os juros sobem, os salários e remunerações são baixos e cada vez mais desvalorizados, cresce a pobreza e acentuam-se as dificuldades para a generalidade dos trabalhadores e do povo, ao mesmo tempo que não param de aumentar os lucros da banca, dos grupos económicos e financeiros, agravando as desigualdades e injustiças sociais, tornando Portugal o país da União Europeia onde as desigualdades são mais gritantes.

Com esta Campanha, o PCP pretende não só  denunciar esta política inaceitável, em que o Governo promove o encerramento e a privatização de serviços públicos, promove a precariedade, alarga a utilização do trabalho temporário e, em nome da chamada flexigurança, quer facilitar os despedimentos individuais sem justa causa e desregulamentar horários, funções, carreiras e remunerações afectando gravemente os interesses dos trabalhadores e das populações, mas afirmar que não estamos condenados ao declínio nacional, às injustiças sociais, ao comprometimento do futuro das novas gerações e do país.
O PCP evidencia que, após dois anos de Governo PS, é necessário mudar de rumo e de política.